Você não pagou sua dívida com meu coração
E me deixou individada com o mundo.
Estou agora devendo uma vida,
Negociada com lágrimas de espera,
Sorrisos nostálgicos,
E uma falta gigantesca do teu colo.
Buscando sempre o teu beijo apertado,
E aquele teu abraço de quebra-cabeça.
E confusa.
E se eu for obrigada a comprar outra vida
Que não seja a tua-minha,
E achar caro demais?
E se, deslumbrada com o novo,
Eu gostar das peças desse outro jogo
E não te quiser mais?
Fora qualquer resposta,
Existe agora apenas uma saudade,
Saudade imensa de tudo o que a gente viveu em prestações,
Pequenas parcelas de tanto sentimento.
Pequeno tempo eterno,
Infinita saudade.
E agora me pego aqui, idiota, vivendo de memórias,
Vendendo-me por tão pouco pela tua simples presença,
Sendo que pago sempre uma fortuna por esse teu sorriso barato.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Café com Leite
Há muita cafeína nesse corpo
Que agora não dorme,
Insone esperando o teu.
Que sonha com cada gota quente
Que da tua boca já saiu.
Gotas negras de um amor sem razão,
De um amor sem distância,
Sem verdade.
Sem vergonha.
De um sentimento infinito,
Mas sempre acabado,
Marcado pelo cheiro do teu quarto,
E por aquela coisa que só o pó
Do meu peito despedaçado
Parece ser capaz de produzir.
Pra matar a tua sede de mim
E a tua fome da minha vida,
Tua vontade insaciável do que poderia ser,
Não tivesse passado da hora,
Não estivéssemos separados demais.
Distantes no tempo e no espaço,
Distantes nos nossos retratos,
Mas com a proximidade imensa
E quimicamente perfeita
De dois seres opostos,
De duas substâncias que nunca se retraem.
E como leite e café
Nossas vidas sempre se atraem.
Que agora não dorme,
Insone esperando o teu.
Que sonha com cada gota quente
Que da tua boca já saiu.
Gotas negras de um amor sem razão,
De um amor sem distância,
Sem verdade.
Sem vergonha.
De um sentimento infinito,
Mas sempre acabado,
Marcado pelo cheiro do teu quarto,
E por aquela coisa que só o pó
Do meu peito despedaçado
Parece ser capaz de produzir.
Pra matar a tua sede de mim
E a tua fome da minha vida,
Tua vontade insaciável do que poderia ser,
Não tivesse passado da hora,
Não estivéssemos separados demais.
Distantes no tempo e no espaço,
Distantes nos nossos retratos,
Mas com a proximidade imensa
E quimicamente perfeita
De dois seres opostos,
De duas substâncias que nunca se retraem.
E como leite e café
Nossas vidas sempre se atraem.
Suicídio do Passado
A morte já não é o fim.
Morrer para si pode ser um recomeço
E suicidar-se na vida de alguém
O começo de uma nova vida.
Já não há certezas de tempo,
De certo e errado.
Apenas de um peito que bate duvidoso
Pedindo arrego,
Sofrendo calado,
Molhando a face de quem enterrou uma vida
Porque assim se fez necessário.
Morrer para si pode ser um recomeço
E suicidar-se na vida de alguém
O começo de uma nova vida.
Já não há certezas de tempo,
De certo e errado.
Apenas de um peito que bate duvidoso
Pedindo arrego,
Sofrendo calado,
Molhando a face de quem enterrou uma vida
Porque assim se fez necessário.
Conselho
Doendo novamente
O que já não tinha mais pra onde doer
Bem que minha mãe me dizia
Que o que parecia nunca era
Que poetas não amavam como na poesia
E que quem sofreria mais seria eu
Sim, mãe nunca erra
E a minha também não errou
Hoje meu coração entendeu...
O que já não tinha mais pra onde doer
Bem que minha mãe me dizia
Que o que parecia nunca era
Que poetas não amavam como na poesia
E que quem sofreria mais seria eu
Sim, mãe nunca erra
E a minha também não errou
Hoje meu coração entendeu...
Ócio Poético
Quedas
Retrocessos
Passados inacabados
Futuros incertos
Cores mortas
Noites fridamente frias
Dias quintanescos
Sonhos constantes
Abismos coloridos
Caio.
Caneta
Tinta
Poesia.
Clariciar...
É bonita.
É a vida.
São os pássaros nos quais nos tornamos,
São os vôos que arriscamos dar...
Retrocessos
Passados inacabados
Futuros incertos
Cores mortas
Noites fridamente frias
Dias quintanescos
Sonhos constantes
Abismos coloridos
Caio.
Caneta
Tinta
Poesia.
Clariciar...
É bonita.
É a vida.
São os pássaros nos quais nos tornamos,
São os vôos que arriscamos dar...
segunda-feira, 28 de março de 2011
Desabafo de um eu-ateu-místico-cristão
Se há em mim um Deus, ou qualquer deus,
Se vários, ou um só,
Se há uma mínima verdade,
Na qual eu possa agora descansar meus pensamentos,
E um único ombro onde desabar todas essas lágrimas,
Presas por um nó infinito na minha voz,
Voz de quem agora já não canta nenhuma beleza,
Dessa boca que sorri mergulhada em tristeza,
Se há qualquer coisa de maior em mim que eu mesma,
E que possa me salvar de mim
E desse castigo que tem sido ser quem sou,
Pelo amor desse deus que eu desconheço,
Apareça agora e me liberte,
Pegue-me nos braços de uma paz qualquer e me carregue,
Porque a vida agora anda rastejando dentro de mim.
Se vários, ou um só,
Se há uma mínima verdade,
Na qual eu possa agora descansar meus pensamentos,
E um único ombro onde desabar todas essas lágrimas,
Presas por um nó infinito na minha voz,
Voz de quem agora já não canta nenhuma beleza,
Dessa boca que sorri mergulhada em tristeza,
Se há qualquer coisa de maior em mim que eu mesma,
E que possa me salvar de mim
E desse castigo que tem sido ser quem sou,
Pelo amor desse deus que eu desconheço,
Apareça agora e me liberte,
Pegue-me nos braços de uma paz qualquer e me carregue,
Porque a vida agora anda rastejando dentro de mim.
Guerra em mim
Quando irei desarmar meu peito
E enfrentar de frente as guerras nas quais me meto?
Quando perderei o medo?
Não há como lutar sem coragem.
Não há como ir a uma guerra e não se machucar.
Ninguém vence sequer uma batalha sozinho.
Não há guerra e não há amor sem riscos.
Talvez o que me falte seja um companheiro de luta.
Não apenas mais um soldado, armado pela força,
Mas um guerreiro, armado por sonhos.
Aquele por quem eu vá a Roma sem sequer uma palavra.
Aquele por quem toda guerra seja válida
E toda marca seja justa.
E enfrentar de frente as guerras nas quais me meto?
Quando perderei o medo?
Não há como lutar sem coragem.
Não há como ir a uma guerra e não se machucar.
Ninguém vence sequer uma batalha sozinho.
Não há guerra e não há amor sem riscos.
Talvez o que me falte seja um companheiro de luta.
Não apenas mais um soldado, armado pela força,
Mas um guerreiro, armado por sonhos.
Aquele por quem eu vá a Roma sem sequer uma palavra.
Aquele por quem toda guerra seja válida
E toda marca seja justa.
Constatação besta
O relógio andando,
O meu tempo parado,
Desordem no quarto,
Atraso nos trabalhos,
Bagunça no peito,
Coração abandonado,
E só.
Eu preciso, preciso tanto
Que apareça alguém
Que pare o meu relógio,
Acelere meu tempo,
Bagunce comigo o meu quarto,
Aquiete meu peito
E adote meu coração.
Preciso, preciso muito
De um novo amor pra curar essa solidão.
O meu tempo parado,
Desordem no quarto,
Atraso nos trabalhos,
Bagunça no peito,
Coração abandonado,
E só.
Eu preciso, preciso tanto
Que apareça alguém
Que pare o meu relógio,
Acelere meu tempo,
Bagunce comigo o meu quarto,
Aquiete meu peito
E adote meu coração.
Preciso, preciso muito
De um novo amor pra curar essa solidão.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Eu não
A minha relação com o "não" é incoerente.
Quando ele sai de mim,
sai com a facilidade de quem não se permite,
de quem tem medo de sei lá o que,
sempre.
Relação fácil e constante.
Rotineira, eu sei.
Mas quando ele me vem,
vem com o peso de alguém imaturo,
que não sabe lidar com as negações
ainda,
de quem se frustra com qualquer censura
e, admito, tem um ouvido mimado com "sim's"...
O que eu ainda preciso aprender
é que ao dizer não aos outros também digo não a mim.
A censura é mútua ao não se permitir.
Talvez por isso, também,
o meu grande descontentamento comigo mesma
ultimamente...
Quando ele sai de mim,
sai com a facilidade de quem não se permite,
de quem tem medo de sei lá o que,
sempre.
Relação fácil e constante.
Rotineira, eu sei.
Mas quando ele me vem,
vem com o peso de alguém imaturo,
que não sabe lidar com as negações
ainda,
de quem se frustra com qualquer censura
e, admito, tem um ouvido mimado com "sim's"...
O que eu ainda preciso aprender
é que ao dizer não aos outros também digo não a mim.
A censura é mútua ao não se permitir.
Talvez por isso, também,
o meu grande descontentamento comigo mesma
ultimamente...
terça-feira, 22 de março de 2011
Atemporal
Antes do anoitecer te vi
e antes do amanhecer nosso filme teve um fim.
Estou aqui agora
tomada pela sensibilidade confusa
de uma alma poética que há muito vive assexuada.
Não não, ainda há muito de amor em mim.
Vivo tomada por uma alma bi, tri,
poliemocional, diria...
Mas sozinha.
Talvez.
Talvez um novo verso saia,
estupre-me esse momento e me salve.
Talvez ele fique e me mate.
Talvez ele já seja um prematuro,
nascendo agora, novo herdeiro órfão de mim mesma,
filho de quem eu nem sei quem sou.
Mas quantos nascimentos ainda terei que ter para viver?
E me ser?
Quantos versos ainda terão que de mim partir,
para talvez, um dia, te ter?
Não sei.
E antes do entardecer de hoje eu gostaria de te ver...
e antes do amanhecer nosso filme teve um fim.
Estou aqui agora
tomada pela sensibilidade confusa
de uma alma poética que há muito vive assexuada.
Não não, ainda há muito de amor em mim.
Vivo tomada por uma alma bi, tri,
poliemocional, diria...
Mas sozinha.
Talvez.
Talvez um novo verso saia,
estupre-me esse momento e me salve.
Talvez ele fique e me mate.
Talvez ele já seja um prematuro,
nascendo agora, novo herdeiro órfão de mim mesma,
filho de quem eu nem sei quem sou.
Mas quantos nascimentos ainda terei que ter para viver?
E me ser?
Quantos versos ainda terão que de mim partir,
para talvez, um dia, te ter?
Não sei.
E antes do entardecer de hoje eu gostaria de te ver...
sexta-feira, 18 de março de 2011
Aviso:
Devido ao significativo número de comentários anônimos, e por sentir que o foco dos mesmos nem sempre era a poesia, fugindo do propósito do blog, e mais ainda, diante da minha dificuldade de lidar com as coisas "ocultas", resolvi mudar as configurações dos comentários para apenas pessoas identificadas. Desculpem-me se isso parecer censura, ou que não gostei do que li (em alguns casos gostei bastante), mas é algo meu que não consegui não considerar. Espero que alguns "anônimos", caso realmente ainda tenham interesse, se denominem em futuros comentários... Abraços! E obrigada pelo tempo dedicado durante essas visitas.
Devido ao significativo número de comentários anônimos, e por sentir que o foco dos mesmos nem sempre era a poesia, fugindo do propósito do blog, e mais ainda, diante da minha dificuldade de lidar com as coisas "ocultas", resolvi mudar as configurações dos comentários para apenas pessoas identificadas. Desculpem-me se isso parecer censura, ou que não gostei do que li (em alguns casos gostei bastante), mas é algo meu que não consegui não considerar. Espero que alguns "anônimos", caso realmente ainda tenham interesse, se denominem em futuros comentários... Abraços! E obrigada pelo tempo dedicado durante essas visitas.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Milagre
Se o positivo não pode com o negativo
Eu não espero que todos os dias um novo milagre apareça
Essa coisa de fator só funciona
Pra quem escuta apenas a cabeça.
Nada nunca deve ser separado
A foto e o porta-retrato, o peixe e o aquário,
Nem mesmo os opostos
O belo e o feio, o redondo e o quadrado.
Só a Esquerda e a Direita,
Por uma questão funcional de lados...
Só a razão separa.
Mas eu não, eu tenho um coração elétrico
Que nunca se importa com o que é incomum
Que espera apenas que o milagre da vida aconteça
E que continua tentando se unir a todos os pólos do mundo.
Eu não espero que todos os dias um novo milagre apareça
Essa coisa de fator só funciona
Pra quem escuta apenas a cabeça.
Nada nunca deve ser separado
A foto e o porta-retrato, o peixe e o aquário,
Nem mesmo os opostos
O belo e o feio, o redondo e o quadrado.
Só a Esquerda e a Direita,
Por uma questão funcional de lados...
Só a razão separa.
Mas eu não, eu tenho um coração elétrico
Que nunca se importa com o que é incomum
Que espera apenas que o milagre da vida aconteça
E que continua tentando se unir a todos os pólos do mundo.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Circo Voador
Você chegou
Circo voador, passou por aqui
Fingiu sonhar comigo
E me fez pular do meu trampolim
Encantada, me fiz escrava
Servindo aos seus pés todas as minhas faces
Todos os pesares
De um triste palhaço
Ou de um domador ruim
Viu-me louca
Ciumenta e solta, beata e meretriz
Menina forte
Mulher sem vida
Descobriu-me onde nem eu me sabia.
E ao seu lado eu me fiz atriz
Dançando canções conforme quis
E ao embalo desse amor pagão
Vi-me um dia numa dança sem razão
Em um palco sem luz, dançando iluminada
Nenhuma platéia apaixonada
E então pude perceber que o nosso espetáculo já tinha um fim.
Circo voador, você voou sem mim.
Circo voador, passou por aqui
Fingiu sonhar comigo
E me fez pular do meu trampolim
Encantada, me fiz escrava
Servindo aos seus pés todas as minhas faces
Todos os pesares
De um triste palhaço
Ou de um domador ruim
Viu-me louca
Ciumenta e solta, beata e meretriz
Menina forte
Mulher sem vida
Descobriu-me onde nem eu me sabia.
E ao seu lado eu me fiz atriz
Dançando canções conforme quis
E ao embalo desse amor pagão
Vi-me um dia numa dança sem razão
Em um palco sem luz, dançando iluminada
Nenhuma platéia apaixonada
E então pude perceber que o nosso espetáculo já tinha um fim.
Circo voador, você voou sem mim.
Anônimos
Entre palavras tão escuras
De um claro grande mistério
E de um sentimento tão navegante
Desses que só existem de passagem
Fica apenas a curiosa pergunta
De quem não sabe a quem responder:
Será que os anônimos se atraem?
De um claro grande mistério
E de um sentimento tão navegante
Desses que só existem de passagem
Fica apenas a curiosa pergunta
De quem não sabe a quem responder:
Será que os anônimos se atraem?
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Opinião hojística
Eu me dou pouco tempo
Pra matar isso que hoje me mata.
Eu me dou apenas alguns dias
Pra pelo menos me permitir mudar,
Ou não mudar, mas ao menos tentar...
Que seja estudar mais,
Aprender um novo idioma,
Tocar um instrumento
Ou até viver um novo amor...
Viver de música, de poesia e só.
Sozinha.
Mesmo acompanhada.
Eu me dou pouco tempo
Pra fazer essa minha maldita alma boêmia
De pseudo-artista
Tentar ser feliz.
Chega de dor.
Chega de sofrer por tudo e por todos.
Chega de sofrer por mim e pelo mundo.
Por quem não merece, ou merece, sei lá...
Mas chega!
E ponto final.
E que isso vença minha inconstância
E dure pelo menos até amanhã,
E não seja novamente reticências
De um coração geneticamente confuso.
Pra matar isso que hoje me mata.
Eu me dou apenas alguns dias
Pra pelo menos me permitir mudar,
Ou não mudar, mas ao menos tentar...
Que seja estudar mais,
Aprender um novo idioma,
Tocar um instrumento
Ou até viver um novo amor...
Viver de música, de poesia e só.
Sozinha.
Mesmo acompanhada.
Eu me dou pouco tempo
Pra fazer essa minha maldita alma boêmia
De pseudo-artista
Tentar ser feliz.
Chega de dor.
Chega de sofrer por tudo e por todos.
Chega de sofrer por mim e pelo mundo.
Por quem não merece, ou merece, sei lá...
Mas chega!
E ponto final.
E que isso vença minha inconstância
E dure pelo menos até amanhã,
E não seja novamente reticências
De um coração geneticamente confuso.
Anilha
Eu me dôo tão leve
Mas o peso que está embutido em mim
Sempre me impede de levantar vôo
E nunca me permite chegar a outro lugar.
Mas o peso que está embutido em mim
Sempre me impede de levantar vôo
E nunca me permite chegar a outro lugar.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Aceite
Eu já sei e espero que você saiba
Que os meus amores serão sempre intensos
E todos serão para sempre
Um jamais irá curar o outro
Pois o meu coração é imensamente irracional e louco
E há em mim uma memória tão sem razão.
Tudo em mim é amor e sempre foi
E eu não saberia amar à prestação.
Que os meus amores serão sempre intensos
E todos serão para sempre
Um jamais irá curar o outro
Pois o meu coração é imensamente irracional e louco
E há em mim uma memória tão sem razão.
Tudo em mim é amor e sempre foi
E eu não saberia amar à prestação.
Existência
Se a poesia que (talvez) há em mim
Não puder haver também em tantos outros corações
Também inquietos
Direi então que é por que ela nunca existiu.
Não puder haver também em tantos outros corações
Também inquietos
Direi então que é por que ela nunca existiu.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Sonho
Que bonito seria
Se todos os meus quereres de um dia
Fossem a verdade dos outros tantos minutos
Lentos, de todas as noites insones
E sozinhas...
Se todos os meus quereres de um dia
Fossem a verdade dos outros tantos minutos
Lentos, de todas as noites insones
E sozinhas...
Noite
Anunciadamente escura
E cheia de luz ainda assim
Iluminando o final de um túnel com fim.
O término de um tempo que persiste
Buscando o sorriso que ainda existe
E que falsamente diz por mim
Sobre alegrias que ainda não vivi
Nesse tempo em que me perdi.
E cheia de luz ainda assim
Iluminando o final de um túnel com fim.
O término de um tempo que persiste
Buscando o sorriso que ainda existe
E que falsamente diz por mim
Sobre alegrias que ainda não vivi
Nesse tempo em que me perdi.
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