Se a poesia que (talvez) há em mim
Não puder haver também em tantos outros corações
Também inquietos
Direi então que é por que ela nunca existiu.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Sonho
Que bonito seria
Se todos os meus quereres de um dia
Fossem a verdade dos outros tantos minutos
Lentos, de todas as noites insones
E sozinhas...
Se todos os meus quereres de um dia
Fossem a verdade dos outros tantos minutos
Lentos, de todas as noites insones
E sozinhas...
Noite
Anunciadamente escura
E cheia de luz ainda assim
Iluminando o final de um túnel com fim.
O término de um tempo que persiste
Buscando o sorriso que ainda existe
E que falsamente diz por mim
Sobre alegrias que ainda não vivi
Nesse tempo em que me perdi.
E cheia de luz ainda assim
Iluminando o final de um túnel com fim.
O término de um tempo que persiste
Buscando o sorriso que ainda existe
E que falsamente diz por mim
Sobre alegrias que ainda não vivi
Nesse tempo em que me perdi.
Ele
Meu coração?
Se ele soubesse o mal que me faz
Se tivesse coragem de me dar paz
Diminuiria seu exagerado amar
Iria embora, em outro corpo morar
Ou mudaria esse nome ingrato
Cheio de sonhos inacabados
E já marcado pra só amordor dar.
Se ele soubesse o mal que me faz
Se tivesse coragem de me dar paz
Diminuiria seu exagerado amar
Iria embora, em outro corpo morar
Ou mudaria esse nome ingrato
Cheio de sonhos inacabados
E já marcado pra só amordor dar.
Ah, amiga minha
Minha saudade
Minha sobriedade
Meus dias ruins
Agora também seus...
Sua presença
Suas dores
Seus amores
Agora não mais meus...
Mas que coisa é essa, amiga
Que não sai aqui de mim
E que se alegra só de te saber assim
Com esse sorriso no rosto
Esse andar sempre jocoso
E essa velha mania de viver
Viver assim...
Que pra quem só se verá de partida
As vidas sejam mais que lindas
E nossas histórias repetidas
Ao longo dos caminhos adotados
Do vento e dos calendários.
E que o carinho que nos uniu
Seja leve e voe alto
Pra nos alcançar em outros lados
De novas companhias e novos retratos
Ladeando sempre por momentos afins...
Minha sobriedade
Meus dias ruins
Agora também seus...
Sua presença
Suas dores
Seus amores
Agora não mais meus...
Mas que coisa é essa, amiga
Que não sai aqui de mim
E que se alegra só de te saber assim
Com esse sorriso no rosto
Esse andar sempre jocoso
E essa velha mania de viver
Viver assim...
Que pra quem só se verá de partida
As vidas sejam mais que lindas
E nossas histórias repetidas
Ao longo dos caminhos adotados
Do vento e dos calendários.
E que o carinho que nos uniu
Seja leve e voe alto
Pra nos alcançar em outros lados
De novas companhias e novos retratos
Ladeando sempre por momentos afins...
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
A falta
A falta dessa minha janela
Será uma falta não apenas dela
Mas de todo céu que faltará
E de toda visita lunar
E do raiar de cada insônia
E de toda gente que passa,
Descendo chorando,
Subindo com graça.
E dos seus olhos de cachaça
Buscando nela a luz que te falta.
Será uma falta não apenas dela
Mas de todo céu que faltará
E de toda visita lunar
E do raiar de cada insônia
E de toda gente que passa,
Descendo chorando,
Subindo com graça.
E dos seus olhos de cachaça
Buscando nela a luz que te falta.
VagalumeMente
Vagalume vagou no meu quarto.
Vaga estava a minha noite,
Vagando no meu peito vagas
Vulneráveis a amores vazios,
Vendo se minha vida iluminava.
Vaga estava a minha noite,
Vagando no meu peito vagas
Vulneráveis a amores vazios,
Vendo se minha vida iluminava.
Nova interrogação
E se não bastasse mais que um olhar
De uma fixação tão sem por que
Para em lágrimas póstumas
Achar então o que não se podia ver
Apresentado em olhos de tanta saudade
De uma saudade doída do que nem se sabia ter
Contraventor,
mas amor...
E se?
De uma fixação tão sem por que
Para em lágrimas póstumas
Achar então o que não se podia ver
Apresentado em olhos de tanta saudade
De uma saudade doída do que nem se sabia ter
Contraventor,
mas amor...
E se?
Castigo
Silenciosamente é maior.
O grito, apesar de dito,
Não diz tanto a um ouvido
Que já espera ser punido.
O grito, apesar de dito,
Não diz tanto a um ouvido
Que já espera ser punido.
A espera
O corpo tremendo
O peito aquecido
Uma desordem na casa
A ansiedade de um sino
E essa angústia com data marcada.
O peito aquecido
Uma desordem na casa
A ansiedade de um sino
E essa angústia com data marcada.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Inconstância
Essa falta de certeza
Esse jogo por debaixo da mesa
Lembranças incoerentes
E o cansaço que de repente chega
De trocar tanto as fotos do meu quarto
Num indo e vindo insuportável de quereres
E mesmo ainda gostando
Saber que é preciso tirar algumas de vez
Num aprendizado amargamente atrasado
Pois até as fotos envelhecem e entendem
Que algumas lembranças precisam ser renovadas...
Esse jogo por debaixo da mesa
Lembranças incoerentes
E o cansaço que de repente chega
De trocar tanto as fotos do meu quarto
Num indo e vindo insuportável de quereres
E mesmo ainda gostando
Saber que é preciso tirar algumas de vez
Num aprendizado amargamente atrasado
Pois até as fotos envelhecem e entendem
Que algumas lembranças precisam ser renovadas...
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Interrogação
Como pedir ao corpo que ele durma
Quando tantos pensamentos líricos mandam na gente
E o bobo do coração é o mais obediente?
Como?
Quando tantos pensamentos líricos mandam na gente
E o bobo do coração é o mais obediente?
Como?
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Embriagante busca
Unhas vermelhas tocam o teclado do meu celular
Não sei por que essas mãos bêbadas insistem em te procurar
Se elas já sabem que te tocar é perigoso
E que as marcas que ficam no final desse jogo
Vão sempre muito além das que ficam nas tuas costas
São fraturas secretamente expostas
Expondo a dor de um amor que queria amar e não amou
Porque amar se fez impossível
E agora nos convence apenas do gosto infinito
Da partida sentimental que juntos não soubemos jogar
Não sei por que essas mãos bêbadas insistem em te procurar
Se elas já sabem que te tocar é perigoso
E que as marcas que ficam no final desse jogo
Vão sempre muito além das que ficam nas tuas costas
São fraturas secretamente expostas
Expondo a dor de um amor que queria amar e não amou
Porque amar se fez impossível
E agora nos convence apenas do gosto infinito
Da partida sentimental que juntos não soubemos jogar
domingo, 7 de novembro de 2010
Coincidência?
Madrugada, música, bebida e um beijo roubado
Depois um novo encontro em uma noite qualquer
Belos momentos cumprimentaram um novo dia
E tudo o que poderia ter sido a partir daí
Foi perdido por um outro copo qualquer de bebida,
Por músicas novamente vazias
E pelo erro inocente de terminar a noite
Beijando uma boca que ao seu lado vivia
Depois um novo encontro em uma noite qualquer
Belos momentos cumprimentaram um novo dia
E tudo o que poderia ter sido a partir daí
Foi perdido por um outro copo qualquer de bebida,
Por músicas novamente vazias
E pelo erro inocente de terminar a noite
Beijando uma boca que ao seu lado vivia
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Nossa conversa
A noite corre para que o tempo chegue logo.
Para que o nosso tempo chegue.
Chegará? Ou nunca mais?
Nunca mais saia de mim,
nem me liberte dos seus abraços,
se no seu peito o meu nome ainda pulsar.
Mas se pra você ele já for mudo,
então diga logo e vá depressa,
pois ele ainda pode em um outro corpo cantar.
Chega de mentira, de fingir sentir.
Não me queira mais se não puder possuir.
Eu já lhe disse tudo que minha dor podia querer,
então se decida, não me crie novas dores.
Deixe-me então lhe esquecer.
E, entenda de uma vez, meu menino,
ter que pensar no que lhe dizer
também é pensar em você...
Para que o nosso tempo chegue.
Chegará? Ou nunca mais?
Nunca mais saia de mim,
nem me liberte dos seus abraços,
se no seu peito o meu nome ainda pulsar.
Mas se pra você ele já for mudo,
então diga logo e vá depressa,
pois ele ainda pode em um outro corpo cantar.
Chega de mentira, de fingir sentir.
Não me queira mais se não puder possuir.
Eu já lhe disse tudo que minha dor podia querer,
então se decida, não me crie novas dores.
Deixe-me então lhe esquecer.
E, entenda de uma vez, meu menino,
ter que pensar no que lhe dizer
também é pensar em você...
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Inquietude
Pesadelos em noites de insônia.
Madrugadas iluminadas só pra quem passa pela minha janela.
Já não há poesia o bastante pra me acompanhar,
nem respostas esperadas capazes de acalmar.
E o vento continua invisivelmente embriagante.
Silêncio.
E quando não for mais o bastante,
ainda haverá aquela velha varanda,
onde sol e lua também se amam em desencontro,
e aquela mesma pequena rede,
de onde sempre se é possível sonhar mais...
Madrugadas iluminadas só pra quem passa pela minha janela.
Já não há poesia o bastante pra me acompanhar,
nem respostas esperadas capazes de acalmar.
E o vento continua invisivelmente embriagante.
Silêncio.
E quando não for mais o bastante,
ainda haverá aquela velha varanda,
onde sol e lua também se amam em desencontro,
e aquela mesma pequena rede,
de onde sempre se é possível sonhar mais...
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Eu dividida
Queria não sentir
Mais nada
Mas nada é muito
Muito pouco
Quero sempre tudo
O que posso
Não posso nada
Sinto muito
A vida toda
Parece nada
E dói tudo
Tudo e nada
Mais nada
Mas nada é muito
Muito pouco
Quero sempre tudo
O que posso
Não posso nada
Sinto muito
A vida toda
Parece nada
E dói tudo
Tudo e nada
domingo, 15 de agosto de 2010
Mês Oito
Agosto, congelante,
e eu ainda me derreto ao seu gosto.
O frio de fora protesta o calor aqui dentro
e eu aprecio sozinha a cortante melodia do vento.
Aguardo friamente por mais um desgosto,
um gosto amargo, um corte...
Um recorte no meu tempo,
no tempo que eu sei que precisa ser apagado.
e eu ainda me derreto ao seu gosto.
O frio de fora protesta o calor aqui dentro
e eu aprecio sozinha a cortante melodia do vento.
Aguardo friamente por mais um desgosto,
um gosto amargo, um corte...
Um recorte no meu tempo,
no tempo que eu sei que precisa ser apagado.
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